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Artigos Publicados
Capital Inicial - Empreendedorismo
FAPESP - Revista PESQUISA n°108 / Fevereiro 2005.
Política Científica e Tecnológica - Páginas 26 e 27
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POLÍTICA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
EMPREENDEDORISMO
Capital Inicial
Vinte empresas do PIPE preparam-se para levar projetos ao mercado
Vinte empresas que concluíram as fases I e II do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE),
da FAPESP, contarão com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para
levar ao mercado os resultados dos seus projetos de pesquisa (ver quadro na página ao lado).
Cada uma delas receberá R% 500 mil do Programa de Apoio de Pesquisas em Pequenas Empresas (PAPPE),
do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), para investir ao longo de dois anos
na engenharia de produção e colocar em curso seus planos de negócio.
A contrapartida da FAPESP, prevista no acordo com a FINEP, são os recursos investidos pela Fundação nas
duas primeiras fases do PIPE, período em que os pesquisadores desenvolvem o projeto,
realizam a pesquisa e elaboram o plano de negócio. "O dinheiro do PAPPE será capital-semente
para a fase III do PIPE" resume José Fernando Perez, diretor científico da FAPESP.
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Empresas do Pappe - PIPE III
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AdEspec Adesivos Especiais Ind. e Com. Import. e Export.
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Atonus Engenharia de Sistemas Ltda.
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Biofarm Química e Farmacêutica Ltda.
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Brasil Ostrich - Coml. Imp. Exp. Ltda.
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Brats Indístria e Comércio Ltda.
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Compsis Computadores e Sistemas Indústria e Comércio Ltda.
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CP2 Ltda-ME (Bug Agentes Biológicos Ltda.)
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Eletrocell Ind. e Com. Ltda.
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Femto Indústria Comércio Instrumentos Ltda
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Geodados Mapeamento e Pesquisa Ltda.
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Lasertools Tecnologia Ltda.
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Mextra Engenharia Extrativa de Minerais Ltda
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MRA Indústria de Equipamentos Eletrônicos Ltda.
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Navcon - Navegação e Controle Indústria e Comércio Ltda.
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Omnisys Engenharia Ltda.
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Optolink Indústrias e Comércio Ltda.
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PHB Industrial S.A.
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Pro-Clone Biotecnologia Ltda.
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Unitech Ltda.
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No âmbito do acordo com a FINEP, a FAPESP ficou responsável pela seleção dos projetos.
Como as pesquisas já estavam concluídas a escolha levou em conta a engenharia do produto e
o plano de negócios. "Decidimos inovar no plano de avaliação", conta Perez. A Fundação então
firmou uma parceria com o Instituto Empreender Endeavor, que indicou 27 avaliadores de seu corpo
de executivos voluntários - entre eles diretores da IBM, Avon, Rio Bravo, Braskem e professores
da Fundação Getúlio Vargas (FGV) - para analisar as propostas. A expectativa era de que
os projetos aprovados demonstrassem potencial para atingir uma taxa mínima de crescimento de dois dígitos
e taxa de retorno superior aos Certificados de Depósito Interbancário (CDI), um indicador
de desempenho de negócios, nospróximos cinco anos.
Traquejo para negócios - Definindo o critério de aprovação, cada um dos empreendedores foi entrevistado por
por três avaliadores que observaram seu traquejo para negócios, capacidade de realização e visão de futuro do
negócio. Analisaram também a vantagem competitiva e o potencial de mercado definidos no plano de negócios,
a estratégia de marketing e de comercialização do produto, a viabilidade financeira e a qualificação
da equipe responsável pelo projeto.
A cada um destes quesitos os avaliadores atribuíram notas entre um e quatro e ainda fizeram uma
(recomendação qualitativa" , como diz Perez a favor ou contra aaprovação do projeto.
"Selecionamos as propostas que tiveram três pareceres favoráveis até o limite dos recursos
disponíveis", afirma Perez. A FAPESP também será responsável pelo acompanhamento dos projetos.
A grande maioria dos empreendedores cujos projetos foram aprovados tinha participado do programa PIPE
Empreendedor, implementado em parceria pelo Empreender Endeavor, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (SEBRAE-SP) e FAPESP, no ano passado.
O programa é constituí de uma série de atividades, entre elas um curso de capacitação gerencial
e de inserção no mercado, conduzido pelo W. Institute, com duração de um semestre, com o objetivo de preparar empreendedores
para a gestão de negócios.
o PIPE Empreendedor foi orçado em R$ 808,4 mil. O SEBRAE-SP financiou 49% do custo do projeto e o Endeavor
e a FAPESP, juntos, fizeram contrapartidas financeiras correspondentes a 16,91% do orçamento.
As empresas participantes também contribuíram com o custeio do programa. "Criamos uma sinergia completa", comemora Perez.
O Pappe foi criado pelo governo federal em 2003 para apoias a inovação em empresas de base tecnológica.
"Foi idealizado visando a integração do sistema nacional e concatenando ações estaduais e federais", explica
Odilon Marccuzo do Canto, diretor de desenvolvimento científico e tecnológico da FINEP.
Na época a Lei de Inovação - promulgada em dezembro do ano passado - ainda tramitava no Cangresso Nacional e a
FINEP não tinha como investir recursos, a fundo perdido, nas empresas de base tecnológicas.
"O Pappe então foi desenhado para apoiar pesquisadores dentro das empresas", justificou.
Modelo complementar - o programa conta recursos dos fundos setoriais e é implementado
nos estados em parceria com as Fundações de Amparo à Pesquisa (Fasp) e secretarias estaduais de Ciência
e Tecnologia. Em 2004, primeiro ano de operação do programa, o Pappe investiu R$ 151,8 milhões
em projetos de inovação em 19 estados. Em 2005, de acordo com Canto, esses recursos somarão algo em torno de R$ 60 milhões.
O modelo de investimento e de financiamento adotado peloPappe é semelhante ao do PIPE,
implementado pela FAPESP em 1997 e, por isso, o programa em São Paulo foi adotado para complementasr o PIPE.
Um acordo firmado entre a Fundação e a FINEP permitiu a fusão dos dois programas no Pappe-PIPI III
e canalização dos recursos federais para as empresas até então apoiadas pela FAPESP. "Esperamos
que esse programa se traduza numa rubrica permanente e se estabilize com novos editais", afirma Perez.
A parceria entre a FAPESP e a FINEP, que permitiu a implantação do programa, estava prevista desde o lançamento do PIPE, em 1997.
Só tomou forma no ano passado por "um ato de sabedoria da FINEP", que entendeu que, em São Paulo, o Pappe
teria que ser diferente, sublinha Perez. A Associação com o SEBRAE-SP e o Empreender Endeavor
prevista desde o início do PIPE, também só deu certo sete anos depois, com o PIPE Empreendedor, e agora
com o início da terceira fase do programa.
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